A “democratização” do interesse e da procura de artesanato em 1993, constituía-se como um fenómeno recente, com pouco mais de vinte anos. A sua redescoberta prendeu-se com a afirmação de um conceito englobante que tanto se confunde com o artesanato como, muitas vezes o instrumentaliza: falamos pois de identidade local. É inegável que a defesa e a promoção
do artesanato são fundamentais quando se pensa em projetos/intervenções e processos de desenvolvimento local.
Partindo da ideia da afirmação de “um sentir e um viver comum”, de identidades, não se torna difícil perceber que atender ao artesanato significa valorizar um património que não é só cultural, mas também social e económico. Urgia, portanto, a estruturação deste sector sob pena de o descaracterizar e de o transformar numa “área residual de souvenirs”.
Assim, o presente projeto passou pelo levantamento da informação respeitante à caracterização do artesanato do território, a elaboração de um roteiro de artes e ofícios tradicionais das Terras do Sousa e a instalação e o desenvolvimento de uma rede informática que proporcionou uma gestão eficaz da informação de caracterização recolhida e permitiu apoiar a organização de exposições e roteiros, a comercialização dos produtos, a promoção turística, entre outras atividades.