TERRAS DO SOUSA 2020, um território competitivo que promove a integração e a harmonização entre as dinâmicas urbanas e rurais em favor do desenvolvimento coeso e sustentável das comunidades locais.

Expandir ▼

Diagnóstico estratégico

A avaliação estratégica do território desenvolve-se segundo uma abordagem que privilegia as áreas objeto de intervenção da DLBC rural. Engloba duas dimensões de análise complementares: a dimensão interna ao território, orientada para a identificação dos principais pontos fortes e dos principais pontos fracos da região; a dimensão externa ao território orientada para, a partir de um conjunto de forças exteriores à região com impacto no território, identificar as principais ameaças e as principais oportunidades que se colocam ao seu desenvolvimento.

ANÁLISE EXTERNA

  • A proximidade ao aeroporto Francisco Sá Carneiro e à sua plataforma logística pode favorecer o acesso de produtos frescos da região, nomeadamente de produtos hortofrutícolas aos principais mercados internacionais, e, em sentido inverso, a entrada de turistas;
  • A grande proximidade ao mercado da aglomeração urbana do Porto que representa uma oportunidade para o escoamento dos produtos da região;
  • A valorização e crescimento dos segmentos de mercado de turismo ambiental e cultural a nível internacional, especialmente junto de destinos capazes de oferecer produtos genuínos e de qualidade e experiências de envolvimento com os territórios e a sua cultura, que a região poderá satisfazer, aproveitando, nomeadamente, a visibilidade da Rota do Românico e do Caminho de Santiago;
  • A proximidade das Terras de Sousa a outros territórios e destinos turísticos que já possuem visibilidade internacional e poder atrativo, designadamente a bens classificados como Património da Humanidade, casos do Centro Histórico do Porto, Guimarães, Santiago de Compostela e Douro Vinhateiro;
  • A proximidade ao mercado espanhol, especialmente à região da Galiza, que configura um centro emissor de turismo de proximidade;
  • A utilização crescente das tecnologias de informação e comunicação no apoio à tomada de decisão sobre o consumo de produtos turísticos. É crescente o papel das redes sociais e dos blogs na promoção de destinos turísticos, a internet é cada vez mais utilizada para proceder a reservas e para partilhar apreciações sobre experiências turísticas;
  • Condições climatéricas favoráveis à produção de produtos hortofrutícolas primeur, e as consequentes vantagens comerciais junto de mercados do centro e do norte da Europa;
  • A valorização crescente da agricultura enquanto atividade económica geradora de emprego e de rendimento e do seu contributo para a manutenção da biodiversidade e do ambiente
    A valorização, pelo mercado, de produtos genuínos e de qualidade e de modos de produção sustentáveis, amigos do ambiente, nomeadamente de produtos biológicos;
  • A crescente promoção e procura, pelo mercado, de vinho verde, um dos principais produtos da região;
  • A existência de bolsa de terras que pode favorecer novas instalações de agricultores e o redimensionamento das explorações existentes;
  • O desenvolvimento da biotecnologia e de novos produtos com aplicação nas áreas da saúde, da cosmética, da energia que poderá aproveitar o potencial de biodiversidade que a região apresenta.
  • As alterações climáticas e os impactos negativos de âmbito social e económico para as populações e para as atividades económicas na região, especialmente para a agricultura e floresta, com riscos crescentes de destruição de produções e de incêndios florestais;
  • Crise económica com reflexo nos setores tradicionais com maior peso na criação de emprego no território;
  • As políticas de consolidação orçamental em curso no País afetam as populações cujo rendimento é dependente dos apoios sociais do Estado (pensões, rendimento social de inserção, subsídios de desemprego,…). Acresce que a diminuição da capacidade financeira das autarquias locais e, de uma maneira geral, das instituições presentes no território, que beneficiam de apoios públicos, limita a respetiva ação nos domínios social e cultural e de preservação dos patrimónios locais;
  • A imagem exterior da região – região industrial e com problemas de ordenamento – não favorece a sua atratividade para fins turísticos;
  • A concorrência de outros territórios com recursos e caraterísticas semelhantes às Terras do Sousa configuram destinos turísticos concorrentes e disputam fluxos à região;
  • O impacto potencial da política agrícola europeia que poderá colocar em causa a viabilidade de grande parte das explorações do setor no Entre Douro e Minho;
  • Inexistência de apoios para o funcionamento das entidades gestoras das ZIF;
  • Inexistência de uma estratégia nacional para as questões do carbono;
  • O poder comercial crescente das grandes superfícies com esmagamento de preços pagos aos produtores;
  • A concorrência preço de produtos agrícolas estrangeiros que beneficiam de maiores produtividades decorrentes da escala e de modelos produtivos intensivos;
  • A atração que as áreas mais dinâmicas do País e do estrangeiro exercem sobre a população mais jovem e ativa contribuindo para a sua saída à procura de mais e melhores oportunidades de emprego e de condições de vida.

ANÁLISE INTERNA

  • O capital de experiência de mais de 20 anos de uma parceria (ADER_SOUSA) criada para o desenvolvimento local de base comunitária do território das Terras do Sousa;
  • A presença de população jovem representa um potencial criativo e de energia a mobilizar no processo de desenvolvimento do território de intervenção;
  • O património histórico e cultural, algum dele integrando a rede de monumentos nacionais, com especial destaque para a Rota do Românico, o Caminho de Santiago, o património castrejo, e ainda um conjunto diverso de valores patrimoniais de arquitetura civil, as festividades tradicionais, a gastronomia, o artesanato que representam potenciais de desenvolvimento turístico a valorizar quadro da estratégia DLBC;
  • A presença de alguns valores paisagísticos, principalmente ligados à bacia hidrográfica do Sousa e ao rio do Douro, alguns dos quais já organizados em percursos e rotas turísticas, bem como de alguns nichos relevantes de biodiversidade – fauna e flora;
  • A existência de um conjunto de produtos certificados ou em vias de certificação, nomeadamente o capão à Freamunde, o melão casca de carvalho, a broa de milho, o vinho verde, que constituem elementos caraterísticos da rica gastronomia da região;
  • O setor agroalimentar que regista potenciais e dinâmicas de desenvolvimento nomeadamente visíveis na reestruturação de explorações agrícolas, com o aumento da respetiva área média, na sua maior especialização, no crescimento de formas de agricultura empresarial virada para o mercado, na instalação de jovens agricultores e novos investimentos, nomeadamente nos setores do vinho, dos produtos hortícolas e frutícolas, com destaque para as produções de kiwi, pequenos frutos vermelhos, cogumelos, plantas aromáticas e medicinais e no desenvolvimento da agricultura biológica;
  • A existência de iniciativas de comercialização de proximidade (PROVE) que permitem o acesso de pequenos produtores a mercados mais alargados;
  • O associativismo que se verifica no setor florestal;
  • A existência de uma associação para a certificação florestal regional;
  • A diversificação da atividade nas explorações agrícolas, nomeadamente através do desenvolvimento do Turismo em Espaço Rural, tem sido capaz de fixar algum investimento, atraído alguns visitantes e contribuído para a preservação do património construído da região;
  • A tendência global de recuperação dos níveis educacionais no território e destaque para o aumento da formação oferecida por escolas profissionais dirigida a áreas de necessidade do tecido produtivo;
  • A evolução de capital social com expressão no reforço do movimento associativo nos domínios da agricultura e do social;
  • A existência de uma cultura e de um programa intermunicipal de empreendedorismo que tem contribuído para o aumento de iniciativas de criação de microempresas e do próprio emprego;
  • A importância que a questão social assumiu em sede de política local, o elevado número de instituições de solidariedade social, a capacidade técnica disponível na área, o desenvolvimento de algumas respostas inovadoras no campo social, nomeadamente a criação de uma plataforma supramunicipal de ação social, permitem respostas mais ajustadas e melhor coordenadas às necessidades que se colocam no território;
  • A existência de experiências de cooperação, regionais, nacionais, e internacionais;
  • A existência de redes de cooperação regional com a participação da ADER-SOUSA para o desenvolvimento conjunto, entre outras, de iniciativas referentes à dinamização (Aldeias de Portugal) e animação (Há Festa na Aldeia) de aldeias rurais, ao fomento das indústrias criativas (ICCER), à valorização da Bacia Hidrográfica do Rio Sousa, e ao fomento do Turismo de Aldeia (ATA).
  • A descaraterização da paisagem decorrente de situações de pressão não controladas por insuficiências do ordenamento do território e de arranjo urbanístico, com impactos negativos do ponto de vista da qualidade de vida local e da capacidade de atração turística
  • Constrangimentos ao desenvolvimento das principais fileiras económicas identificadas na região, nomeadamente os seguintes:
    • AGRICULTURA
    • Explorações de pequena dimensão e em parcelas dispersas
    • População agrícola envelhecida e com baixos níveis de qualificação
    • Baixos níveis de produtividade e de rendimento das explorações o que limita os níveis de investimento e a capacidade de acesso a técnicos agrícolas para apoio à exploração
    • A perda do conhecimento acumulado na área da agricultura por interrupção da sua transmissão ao longo de gerações condiciona o desempenho de alguns projetos agrícolas mais recentes
    • Apesar de já existirem algumas dinâmicas, a grande maioria dos pequenos produtores tem dificuldade de escoamento dos seus produtos, por fraca organização dos circuitos de comercialização; falta de capacidade de acesso aos mercados internacionais
    • Falta de espírito cooperativo e falta de formação cooperativa para produtores e dirigentes cooperativos está a levar à decadência do setor
    • Necessidades de formação (inicial e de ativos) nos domínios de operador agrícola, gestão comercial de explorações agrícolas, técnicos de produção biológica
    • FLORESTA
    • Pequena dimensão das explorações e o elevado número de parcelas
    • Falta de gestão da floresta
    • Não valorização dos produtos florestais certificados
    • Pragas
    • Recursos florestais muito concentrados em duas espécies – o pinheiro bravo e o eucalipto e o reduzido interesse em diversificar as espécies florestais
    • Baixo rendimento produzido pela floresta
    • Apesar das soluções de associativismo, há ainda um desinteresse dos proprietários, a floresta não é suficientemente valorizada
    • Insuficiente integração da fileira florestal
    • Necessidades de formação em gestão florestal
    • TURISMO
    • Fraca qualidade das áreas envolventes ao património, em termos paisagísticos e de arranjo urbanístico
    • A falta de produtos / serviços de animação turística (a oferta é dispersa, não integrada e pouco valorizada)
    • A sazonalidade da atividade
    • A deficiente sinalização
    • A falta de promoção do território e dos seus produtos
    • Falta de capacidade de promoção e de articulação entre os diversos atores que operam no setor
    • Necessidades de melhor qualificar as ofertas formativas nas áreas da restauração, da enologia (especialização), da hotelaria, dos guias turísticos e da preservação do património.
  • O desemprego, que hoje é interclassista, afeta principalmente os grupos etários dos 25 aos 44 anos de idade e com mais de 45 anos, conforme os municípios; são desempregados com baixos níveis de qualificação que caíram na situação de desemprego em resultado da crise económica que afetou os principais setores presentes no território; Felgueiras apresenta uma situação menos desfavorável que estará associada à maior resiliência e competitividade do setor do calçado
  • Aumento do desemprego de longa duração, que em 2012 representava 48,1% do desemprego total, valor acima do registado no Continente e na região do Norte. Esta tendência tem vindo a aumentar desde 2007 (PAPE)
  • O desemprego jovem, especialmente nos concelhos de Paços de Ferreira, Paredes e Penafiel
  • Apesar da evolução favorável que se fez sentir na última década, a população residente no território de intervenção continua a apresentar uma desvantagem significativa face ao conjunto de Portugal e da Região Norte em matéria de escolarização
  • Os principais problemas sociais, para além do desemprego, são a pobreza, na sua expressão material mas também em dimensões como a desestruturação das famílias, o apoio a idosos, a resposta a grupos com carências específicas que a complexidade da problemática do envelhecimento coloca, nomeadamente em matéria de doenças neuro degenerativas e de demência
  • Outros problemas sociais identificados (Observatório) são: dependências (alcoolismo e toxicodependência), quebra de natalidade, endividamento, imigração, violência de género
  • A rede de serviços de saúde e de assistência social é escassa, sobretudo nas zonas mais distantes dos centros urbanos, situação que foi agravada com a reorganização dos sistemas de saúde local
  • O isolamento físico e social da população mais idosa

CONTACTOS

Telefone +351. 255 311 230
Fax +351. 255 311 275
E-mail adersousa@adersousa.pt

 

MORADA (ESCRITÓRIOS)

Rua Rebelo de Carvalho, 433
4610-212 Felgueiras
Portugal

Coordenadas GPS
41.362742, -8.202646
Direções

MORADA (SEDE)

Mosteiro de Pombeiro
Pombeiro de Riba-Vizela
4610-637 Felgueiras
Portugal

Destaques

Send this to a friend