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Artes e Ofícios Tradicionais

Na designação de artes e ofícios tradicionais encontramos um leque diversificado de atividades, reconhecidas pelas suas características singulares e pelas suas potencialidades, sendo múltiplos e de grande visibilidade os impactos que podem ter como motor de desenvolvimento dos territórios e das suas comunidades. Para além do seu valor cultural e patrimonial, o artesanato interfere nos tecidos económico e social dos territórios, como fonte de rendimento e de emprego, como mais-valia turística e é um factor de ligação e envolvimento das populações com o seu território. As Terras do Sousa são um território onde há uma grande diversidade de produções artesanais, que passam pelos têxteis, materiais vegetais, madeiras, metais, cerâmicas e mesmo novos materiais, muitas vezes provenientes de reaproveitamento das indústrias locais.

A democratização do interesse e da procura de artesanato constitui um fenómeno recente. A sua redescoberta prende-se com a afirmação de um conceito englobante que tanto se confunde com o artesanato como, muitas vezes o instrumentaliza, falamos pois de identidade lo- cal e regional. É inegável que a defesa e a promoção do artesanato são fundamentais quando se pensa em projetos/intervenções e processos de desenvolvimento local.

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No que se refere às artes e ofícios tradicionais, e segundo um estudo realizado pelo Centro Regional de Artes Tradicionais, no conjunto dos cinco concelhos que constituem as Terras de Sousa, existem 626 artesãos, no entanto apenas estão registas 20 Unidades Produtivas Artesanais inscritas no Registo Nacional do Artesanato, concentradas maioritariamente no grupo das Artes e Ofícios Têxteis.

É de destacar que, ao nível do artesanato, o território possui especificidades que, se bem exploradas serão uma mais valia para quem as realiza, com especial destaque para o Bordado da Terra de Sousa. Partindo da ideia da afirmação de um sentir e de um viver comum de identidades, não se torna difícil perceber que, atentar ao artesanato significa valorizar um património, não é só cultural, mas também social e económico. Neste sentido, o artesanato é um sector económico, social e cultural com uma importância vital para a construção de uma Europa que não deve ignorar ou menosprezar as suas raízes culturais específicas e que, em simultâneo, é ciosa de alcançar uma melhor qualidade de vida para todos os cidadãos. Urge, portanto, a estruturação deste sector sob pena de o descaracterizar e de o transformar uma “área residual de souvenirs”.

Como poderemos notar ao longo deste capítulo, os projetos apoiados pela Ader-Sousa possuem um significativo valor cultural e patrimonial e social, contribuindo deste modo, para a afirmação da identidade local e regional das Terras do Sousa.

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